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Gleisi acusa Folha de espalhar pânico contra redução da jornada de trabalho

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou em 17 de fevereiro de 2026 a cobertura da Folha de S.Paulo sobre propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi feita nas redes sociais após manchetes que apontaram supostos impactos negativos do fim da escala 6×1, incluindo aumento de custos e perda de empregos formais. A ministra contestou o tom das publicações e classificou os títulos como “manchete aterrorizante sobre jornada de 36 horas”. As reportagens citavam estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada que estimaria elevação de 7,84% no custo do trabalho. O debate ocorre às vésperas da análise de propostas legislativas que pretendem reduzir a carga horária semanal.


Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann

“Nem a folia de carnaval justifica fazer manchete aterrorizante sobre jornada de 36 horas”, afirmou Gleisi Hoffmann ao reagir diretamente ao enquadramento editorial do jornal. Segundo a ministra, o próprio estudo do Ipea citado pela Folha indica que a economia brasileira tem capacidade de absorver a mudança, assim como ocorreu na redução de 48 para 44 horas semanais definida pela Constituição de 1988.


Na crítica, Hoffmann também apontou um padrão histórico de resistência da mídia corporativa a avanços trabalhistas. “Esse tipo de manchete faz lembrar que diziam coisa parecida sobre a criação do décimo-terceiro salário, do salário-mínimo, da jornada de 8 horas e até do fim do trabalho escravo”, escreveu a ministra, relacionando a narrativa atual a episódios anteriores de oposição empresarial a direitos sociais.

No plano legislativo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados deve analisar duas propostas sobre o fim da escala 6×1. A deputada Erika Hilton apresentou projeto que estabelece jornada semanal de 36 horas com quatro dias de trabalho e três de descanso. Já o deputado Reginaldo Lopes propõe uma transição gradual da carga de 44 para 36 horas ao longo de dez anos.



JORNAL CLANDESTINO

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