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O Irã critica o assassinato de comandante do Hamas pelo "traidor Israel"

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica denunciou o assassinato do comandante das Brigadas Ezzedin Al-Qassam, Ezzedin al-Haddad, durante a trégua em Gaza. O governo iraniano afirmou que a morte expôs “as falsas promessas” de Israel sobre o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025. O ataque ocorreu na noite de sexta-feira, 16 de maio, em um bombardeio israelense contra a cidade de Gaza.


Qalibaf afirmou que al-Haddad “dedicou sua vida à luta contra os ocupantes no campo de batalha ou nas prisões dos tiranos sionistas”
Qalibaf afirmou que al-Haddad “dedicou sua vida à luta contra os ocupantes no campo de batalha ou nas prisões dos tiranos sionistas”

Em comunicado divulgado neste domingo, 17 de maio, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que “a mão criminosa do cruel regime sionista” matou Ezzedin al-Haddad, identificado como comandante-chefe das Brigadas Ezzedin Al-Qassam, braço militar do Hamas. O texto também informou que a esposa e a filha do dirigente palestino morreram no mesmo ataque.


Segundo o comunicado iraniano, “o martírio dele, de sua esposa e de sua filha, em um momento em que o cessar-fogo em Gaza tinha uma aparência enganosa com falsas promessas do inimigo, expôs mais uma vez a violação dos pactos e o descumprimento das promessas pelos ocupantes”.


O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica declarou que a trajetória histórica de Israel é marcada por “crimes e traições” e afirmou que a morte de al-Haddad durante o período de trégua representou “outra confirmação da criminalidade sionista”.

O comunicado também descreveu Israel como “o inimigo sionista traiçoeiro e lupino” e afirmou que Tel Aviv deveria compreender “que a vontade férrea do povo de Gaza é inquebrável”. A nota relaciona o assassinato às operações militares israelenses realizadas desde outubro de 2023, período em que o genocídio em Gaza já provocou dezenas de milhares de mortes palestinas, a maioria de mulheres e crianças, segundo dados citados pela HispanTV.


O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica declarou apoio político e militar contínuo à resistência palestina. “Reiteramos o apoio e a solidariedade inabaláveis da grande nação do Irã, especialmente do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, com esta resistência orgulhosa, poderosa e histórica, e não pouparemos esforços neste caminho sagrado”, afirmou o texto.


A emissora iraniana HispanTV também reproduziu declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf. Segundo ele, o assassinato de “Abu Soheib”, nome pelo qual al-Haddad era conhecido, demonstrou “a deslealdade do regime notoriamente criminoso de Israel”.


Qalibaf afirmou que al-Haddad “dedicou sua vida à luta contra os ocupantes no campo de batalha ou nas prisões dos tiranos sionistas”. O dirigente iraniano também declarou que os dois filhos do comandante seguiram o mesmo caminho político e militar.


O presidente do Parlamento iraniano declarou ainda que “a promessa divina é imutável” e afirmou que “com a continuação do caminho da Resistência, o destino do povo e da terra da Palestina será determinado pelos palestinos orgulhosos”.


As Brigadas Ezzedin Al-Qassam confirmaram oficialmente no sábado o martírio de Ezzedin al-Haddad. O grupo palestino informou que a morte ocorreu em meio às violações diárias do cessar-fogo por parte de Israel.


Segundo a HispanTV, o acordo de trégua firmado em outubro de 2025 deveria encerrar o genocídio conduzido por Israel na Faixa de Gaza. A emissora iraniana informou que a ofensiva israelense iniciada em outubro de 2023 provocou a morte de dezenas de milhares de palestinos e deslocou parte significativa da população do enclave.


A publicação também citou relatórios sobre redução populacional em Gaza após meses de bombardeios, cercos, fome e destruição de infraestrutura civil. O texto relaciona as operações militares israelenses ao apoio político, financeiro e militar fornecido pelos Estados Unidos ao governo de Tel Aviv.


A HispanTV destacou ainda que o assassinato de dirigentes palestinos durante negociações de cessar-fogo integra uma política israelense de assassinatos seletivos mantida ao longo das últimas décadas contra organizações da resistência palestina.

JORNAL CLANDESTINO

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