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Irã para a Europa: como retornar a uma mesa de diálogo que os EUA destruíram?

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo (22) que os recentes ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos e Israel representam um colapso deliberado dos esforços diplomáticos em curso com o Ocidente.


“Na semana passada, estávamos em negociações com os Estados Unidos quando Israel decidiu explodir essa diplomacia. Esta semana, estávamos conversando com o E3/UE [Alemanha, França e Reino Unido] quando os Estados Unidos decidiram explodir essa diplomacia. Que conclusão você tiraria?”, questionou o chanceler iraniano por meio de uma publicação na rede social X.

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi

Araqchi também respondeu aos apelos feitos por autoridades britânicas e da União Europeia, que instaram Teerã a retomar as conversas diplomáticas. “Como o Irã pode retornar a algo que nunca abandonou, muito menos destruiu?”, rebateu.


As declarações foram feitas poucas horas após os Estados Unidos realizarem bombardeios aéreos com bombardeiros B-2 contra três instalações nucleares iranianas, localizadas em Natanz, Fordo e Isfahan. A ofensiva marcou a entrada formal dos EUA no conflito iniciado por Israel em 13 de junho.


Desde então, forças israelenses têm conduzido ataques sistemáticos contra alvos nucleares, militares e civis em várias cidades iranianas, incluindo Teerã. Segundo autoridades iranianas, os bombardeios causaram a morte de centenas de civis, com destaque para mulheres e crianças, além da destruição de infraestrutura essencial.


O Irã, por sua vez, tem respondido com lançamentos de mísseis e drones contra o território israelense, citando o direito à autodefesa previsto no direito internacional.


A intensificação do conflito levou o líder supremo do Irã, aiatolá Seyed Ali Khamenei, a emitir um alerta direto aos Estados Unidos: “Qualquer envolvimento direto resultará em danos irreparáveis”.


A comunidade internacional acompanha com crescente preocupação os desdobramentos da crise, diante da possibilidade de uma guerra regional de grande escala no Oriente Médio.


Fonte: HispanTV

 
 

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